Wal Mart - unidade Washington Luiz |
| A MHA está desenvolvendo os projetos de instalações elétricas, hidráulicas e
de climatização para a nova unidade do supercenter Wal Mart, localizada na Washington
Luiz, na cidade de São Paulo.
Os engenheiros José Mazelli, Raymond Liong, Alexandre Jorge e a engenheira Maria Elisa, explicam as instalações deste projeto dando destaque aos pontos chaves observados em cada área.
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Dentre os vários desafios encontrados no projeto, podemos resumir os principais em dois, sendo um elétrico e outro de automação elétrico ligado à refrigeração. Em relação ao primeiro, houve a preocupação em manter um projeto de baixo custo dentro das normas brasileiras referentes à proteção contra contatos diretos. Por ser um empreendimento que permite a circulação do público e, este tenha contatos com partes elétricas no salão de vendas e áreas molhadas no setor de refrigerados, envolveu uma grande responsabilidade na determinação de onde aplicar ou não a norma e manter o custo o mais baixo possível para o cliente. Já o segundo, houve uma novidade para a área de elétrica da MHA que, pela primeira vez, projetou um sistema de controle de energia compartilhado, ou seja, utilizando um controlador da DANFOSS que gerencia todo o sistema de frio alimentar e disponibilizar os bornes reservas para o controle da parte elétrica como a iluminação do salão de vendas. Este controle é extremamente necessário, pois os geradores não estão previstos para alimentar a carga total e tem que apresentar, como prioridade, atender ao frio alimentar que armazena produtos facilmente perecíveis. Para isto, foi necessário confeccionar desenhos, identificando os bornes do controlador e os grupos de cargas ligados aos bornes. Inclui-se também, a parte de equipamentos de refrigeração como câmaras frias, congeladores, válvulas de controle, sensores e split's. INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS Quanto ao sistema de água fria, o abastecimento de água será feito pela rede pública da SABESP. Para tanto, foi projetado um sistema de abastecimento indireto, no qual, a entrada d'água alimenta um reservatório inferior (metálico) localizado ao lado da doca. O reservatório inferior com capacidade de 180.000 litros, através de moto bombas, a água será recalcada para o reservatório superior metálico, localizado na cobertura da loja, sobre a caixa da sacada do empreendimento, com capacidade de 120.000 litros. Toda a alimentação dos pontos de consumo será feita através de tubulações, por gravidade, a partir do reservatório superior, exceto para os filtros que foram previstos pressurização. A distribuição de água será feita a partir de redes horizontais e verticais aparentes quando interna aos ambientes com ocupações exclusivas de funcionários e embutidas quando em ambientes de acesso ao público. Foi previsto um deionizador para tratamento e alimentação de água da área dos hortifruti. Para os pontos de lavagem de todo Grocery será previsto um sistema de água pressurizada tratada através de filtros. Está projetado na mesma condição de filtragem para estes pontos de limpeza, um sistema de água quente. Já o sistema de água quente, foi projetado para utilização dos chuveiros, toda a área de Grocery (incluindo pias e tanques de lavagem) e a cozinha. Como fonte de energia foi utilizado o GLP. O sistema será provido de geradora de água quente, tubulações de alimentação e retorno, bem como dispositivos de recirculação de água quente, controlados por termostatos, garantindo-se a temperatura ideal para consumo. Houve a previsão de uma geradora com tanque de 1.000 litros e potência de 45.000Kcal para armazenagem e distribuição. Toda área de lavagem do Grocery que utilizar água quente, será previamente pressurizada e filtrada. No projeto de coleta e afastamento de efluentes, foi previsto de forma a ter o sistema operando com duas redes distintas: esgoto dos sanitários e esgoto de gordura proveniente das áreas de cozinha e Grocery, que serão direcionadas para caixas de passagem na rede externa. O efluente gorduroso passa por uma caixa de retenção de gordura e é lançado para uma interligação final com a rede pública da SABESP juntamente com o esgoto sanitário. Para a área de lavagem de carros e troca de óleo, foi previsto uma caixa retentora de areia e posteriormente uma caixa retentora de óleo. As redes foram projetadas da seguinte forma: todos os efluentes são coletados por tubulações e encaminhados aos coletores principais. Todo o sistema é por gravidade e os condutores trabalham livremente. As águas pluviais provenientes da cobertura do prédio serão captadas por meio de grelhas e encaminhadas por tubos de queda, os quais serão instalados e fornecidos pela empresa fabricante da cobertura metálica, bem como calhas, grelhas e os funis de captação. Em seguida, serão conduzidas até o nível externo, junto à fachada, onde serão encaminhadas para a área externa, com posterior lançamento em rede de drenagem executada em substituição a um córrego existente no terreno do empreendimento. Para as áreas externa será projetado uma drenagem superficial, a qual através de caimentos de piso, toda água é direcionada às canaletas e grelhas com posterior interligação às caixas de inspeções. Este sistema deverá ser por gravidade e os condutores deverão trabalhar livremente. O projeto do sistema de óleo diesel foi concebido de forma à atender os equipamentos (geradores e bombas de incêndio) que deverão funcionar quando programados e em caso de emergência. O sistema que atenderá os geradores deverá consistir em tanque primário de 10.000 litros de armazenamento e três tanques secundários (tanque diário) com capacidade de 250 litros cada. Para o sistema de alimentação da bomba de incêndio será previsto um tanque de 800 litros. Os tanques estarão locados em área externa, próximos à Doca e trabalharão separadamente. O sistema de gás combustível será o GLP (Gás Liqüefeito de Petróleo) do tipo P-190, cilindros estacionários, com reabastecimentos periódicos feitos pelas distribuidoras credenciadas. Este sistema atenderá a cozinha, geradoras de água quente, lanchonete, lojas e todas as áreas de preparo para o Grocery, onde houver equipamentos que exijam este uso. Foram previstos válvulas solenóides na entrada dos equipamentos para que quando identificado um sistema sejam fechados pelo sistema de segurança. A alimentação dos pontos de consumo deverá ser feita através de tubulações a partir de uma rede derivada da central de cilindros, locada junto às áreas das Docas e estarão em conformidade com as demandas dos equipamentos com utilização de gás. Todas as tubulações que caminham junto ao forro ou áreas enclausuradas deverão ser protegidas por tubo luva. Para o sistema de combate à incêndio foi previsto proteção por sprinklers, hidrantes e extintores. As características de cada sistema foi determinada pela seguradora Marsh, que definiu, no caso do sistema de sprinklers, a qual bico a ser utilizado em cada área correspondente quanto a sua característica de risco, sendo: o Grocery, o Salão de Vendas, as Docas, TLE e Garden Center. Foram previstos bicos com densidades especiais e bicos convencionais para as áreas de estacionamento e lojas. Foi projetado uma única bomba à diesel para atender os sistemas de hidrantes e sprinklers de aproximadamente 4.730 lpm e 90m.c.a. A reserva prevista segundo critérios da seguradora foi de 500m3. INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO Na verdade a MHA desenvolveu dois projetos relacionados à área: climatização e refrigeração. O projeto de climatização, basicamente visou o conforto ambiental da área de vendas, onde há circulação de público. O sistema foi concebido com o mesmo conceito já adotado em diversos supercenters do Wal Mart, como: condicionadores de ar do tipo "Rooftop", instalados ao tempo sobre o teto da loja. Optou-se por unidades padronizadas com operação individual independente, com o objetivo de facilitar a instalação e manutenção, minimizando o custo. O projeto de refrigeração é considerado pelo Wal Mart como um projeto que exige maiores cuidados de engenharia. O sistema é alimentado pelo "Rack House", uma central de compressores que opera com refrigerante R-22 e que opera com três subsistemas independentes: alta, média e baixa temperatura. O circuito de alta, atende as áreas com necessidade de climatização ambiental; área com dimensões menores que necessitam de controle individual e que não podem ser condicionadas pela unidades "Rooftop" como, por exemplo, as salas de preparo de alimentos, salas de treinamento, escritórios, lojas etc. Os condicionadores de ar que recebem o R-22 desse circuito são do tipo split, instalado no ambiente. O circuito de média atende as câmaras e balcões de alimentos resfriados e o circuito de baixa alimenta as câmaras e balcões congelados e de sorvete. O grande desafio do projeto foi adaptar toda a documentação ao padrão de qualidade requerido pelo cliente ao mesmo tempo, ultrapassá-lo, oferecendo um projeto tecnologicamente mais moderno sem comprometer o custo do empreendimento. Com certeza, a MHA alcançou o objetivo! |
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