| Nesta edição, o Jornal MHA convidou o colega Antônio Laércio,
projetista da área de elétrica, para uma entrevista em que será possível conhecer um
pouco mais este companheiro que já está conosco à 4 anos.
Jornal MHA - Quando e como você
começou à trabalhar na MHA?
Laércio - Fiquei conhecendo a MHA na outra empresa em que trabalhava, quando vi o
projeto do Colégio Maria Imaculada. Eu e o Engº Homero temos um amigo em comum e foi
através deste amigo que eu fiquei sabendo que a MHA estava precisando de um projetista na
área de elétrica. Este nosso amigo fez um contato com o Homero que se prontificou em
trazer o meu currículo para a MHA, isto foi em outubro de 2000.
Jornal MHA - Em que empresas você
trabalhou antes de entrar na MHA?
Laércio - Trabalhei em empresas grandes e pequenos escritórios antes de chegar à
MHA. O meu primeiro emprego foi na M. Dedini S/A metalúrgica a qual comecei fazendo
estágio na área de projetos para siderúrgicas (Usiminas, Cosipa, CSN). Quando saí da
Dedini passei à trabalhar na Sertep Engenharia locado na fábrica da Refinações de
Milho Brasil (fabricante do óleo Mazola e maionese Hellman's) em Mogi-Guaçu onde fiquei
por quase um ano trabalhando na implantação de uma linha de produção. Depois disso
trabalhei em outras empresas onde os principais projetos foram: linha norte-sul do metrô,
projeto de pára-raios da Ripasa / Americana-SP, projeto do sistema de combate à
incêndio da Petroquímica União (PQU / Capuava-SP), Telefônica em Santo André,
acompanhamento de obras etc.
Jornal MHA - Qual a sua formação e o que
o levou a escolher esta profissão?
Laércio - Comecei a me interessar pela área de elétrica por influência do meu pai
que era eletricista de manutenção na Antarctica. Fiz curso técnico em
eletro-eletrônica na ETE "Lauro Gomes" em São Bernardo do Campo, onde me
formei em 1986. Porém, pensava que seguiria na área de manutenção, mas quando comecei
a fazer estágio na área de projetos da Dedini fiz a opção de continuar na área quando
fui efetivado como desenhista elétrico.
Jornal MHA - Saindo um pouco do lado
profissional, fale como foi a sua juventude.
Laércio - Sou nascido em Mauá, cidade do grande ABC, onde morei durante 28 anos.
Hoje resido em Santo André, também no ABC, e já estou lá há 10 anos. A minha
juventude foi muito legal com brincadeiras típicas daquela época (bem diferente de hoje
com computadores, internet e vídeo-games), como carrinho de rolemã, pião, pipa etc. Na
época de férias da escola era o dia inteiro na rua, só entrava em casa para almoçar,
jantar e dormir. Não tinha a violência que tem hoje.
Jornal MHA - Fale um pouco sobre a sua
esposa e o seu filho.
Laércio - Conheci a Bia na casa de uma prima dela, a Cida, que era minha amiga, em
uma visita que fui fazer à ela. Hoje somos casados à quase 14 anos e temos um único
filho, Caio de 2 anos e oito meses que é, com certeza, a maior alegria que nós temos.
Jornal MHA - Como é a sua rotina?
Laércio - O meu dia começa às 5h15 da manhã. É o tempo exato para tomar banho, me
vestir e sair correndo para não perder o fretado que passa às 5h45. Depois de quase 2
horas de viagem até o CENESP (tempo que aproveito para recuperar o sono perdido), vou
tomar café com a Cláudia (Studio) e o Antenor, antes de começar os trabalhos diários.
Ao final do dia, são mais 2 horas de viagem de volta para casa (tempo que também
aproveito para tirar mais um cochilo (quando não tem algum filme interessante para
assistir no ônibus). Após o jantar, aproveito para brincar com o meu filho, ver alguma
coisa na televisão (desde que seja algum desenho que ele queira ver ou se for futebol e o
jogo for do Palmeiras). Sempre vamos deitar por volta das 23h, não sem antes fazermos as
nossas orações e lermos algum trecho do evangelho.
Jornal MHA - O que gosta de fazer nas horas
vagas?
Laércio - Nas horas vagas gosto de ver televisão (filmes, desenhos, esportes e
seriados) e ler (estou lendo "Cavalo de Tróia" de J. J. Benitez, que conta a
história de um oficial americano que voltou no tempo para presenciar os últimos dias de
Jesus Cristo antes da sua crucificação e ressurreição), mas eu só consigo fazer estas
coisas quando o Caio está dormindo porque enquanto está acordado eu aproveito para ficar
com ele e com isso a Bia cuida da casa. Nos finais de semana saímos para visitar os avós
do Caio e passear em algum shopping ou parque.
Jornal MHA - Você tem muitos amigos?
Laércio - Tenho alguns amigos, mas o nosso contato é mais por telefone. Agora com
relação aos amigos da MHA é difícil nos encontrarmos fora daqui, pela distância e
também pelas desculpas que eu sempre arranjo.
Jornal MHA - Quais os planos futuros?
Laércio - Penso em fazer faculdade (não sei se engenharia elétrica), voltar a fazer
curso de inglês e esses cursos de curta duração para aperfeiçoamento profissional.
Jornal MHA - Em quais projetos está
trabalhando? E qual o marcou mais desde que você está na MHA?
Laércio - Atualmente estou trabalhando no projeto Clopay do Brasil. Um dos projetos
que mais me marcaram foi a Torre Eudoro Villela - Itaú pelo tempo de duração (por volta
de 2 anos), pela quantidade de revisões de lay-out, arquitetura, escopo e pela
padronização que o cliente solicitou. Teve também o Shopping Pátio Savassi com toda a
sua dificuldade com à arquitetura e com relação à aprovação junto à CEMIG. Outro
trabalho que venho realizando em paralelo ao projeto da Clopay é o da padronização dos
desenhos com base na ASBEA. É um trabalho constante, uma vez que sempre estamos
atualizando a nossa biblioteca de blocos e layer's nos adequando sempre aos projetos que
estão sendo elaborados.
Jornal MHA - Nos conte alguma história ou
fato engraçado que aconteceu nestes 4 anos de MHA?
Laércio - Certa vez, após o trabalho na Natura, o Engº Antônio Shizuo colocou
Coca-Cola no seu sanduíche pensando que era ketchup. Também teve o dia em que o
Porfírio deixou o crachá cair dentro do poço do elevador e o dia em que ele ficou preso
no elevador. O Laudecir caindo da cadeira. E, novamente, o Porfírio, desta vez correndo
pelo meio da rua com medo de se molhar por causa da chuva. |